Actividades do Mês
  • Descobrir paraísos na cidade: quintas de recreio do século XIX

    (Porto)

    O dia começa na Quinta de Villar d´Allen. Isaura Allen irá conduzir-nos na descoberta da Quinta, sua história e histórias. Por meandros de árvores raras e monumentais e canteiros floridos, iremos admirar uma extraordinária colecção de camélias portuguesas (incluindo variedades exclusivas de Villar d´Allen). Esta é também a altura ideal para desvendar alguns dos segredos sobre o cultivo das camélias: como as propagar, que doenças as podem atacar, quando adubar…. e aprender a cultivar as suas camélias!


    O almoço, livre, será já na Quinta de Santo Inácio de Fiães.


    Em Fiães, propomos que ‘vista a pele’ dos senhores da Casa e aprecie o notável conjunto, num claro apelo às vivências oitocentistas.


    Anuncia-se uma tarde de Primavera. No interior da residência deambula-se pelos cómodos, passando depois ao terraço separado do jardim por uma sebe de buxo. Aqui se reunia a família, para ouvir o murmurar do repuxo e apreciar o “florido e pomposo” jardim. A partir daqui, “histórias com sabor especial” levam-nos a percorrer uma notável colecção de árvores e o novo jardim formal.


    Por isso, venha ouvir, sentir e deambular pelos jardins de duas das mais emblemáticas quintas de recreio no aro do Porto.

     

    Programa

    • 10:00h - Recepção na Quinta de Villar d´Allen. Boas vindas por Isaura Allen
    • Visita guiada aos jardins
    • As Camélias e as suas necessidades 
    • Variedades da Quinta
    • 12.30h - Partida para a Quinta de Santo Inácio de Fiães
    • Almoço livre no "Restaurante da Quinta" ou no self-service "A Eira"
    • 14:30h - Visita guiada ao Solar, Jardins e Mata
    • 17:30h - Fim da actividade.

     

    A Quinta Villar de Allen

    • A Quinta de Villar d’Allen é uma das jóias dos jardins portugueses e constitui um dos raros exemplos em que o projecto inicial bem como as espécies arbustivas e arbóreas ainda podem ser admiradas.
    • Iniciada por João Allen que adquire várias quintas em 1839, é o seu filho Alfredo Amsink Allen quem, movido pelo culto romântico da natureza, cria os novos jardins com a ajuda do arquitecto paisagista alemão Émile David. A partir dos canteiros floridos que se desenvolvem a partir da casa, os passeantes vão descobrindo, por sinuosos carreiros, sucessivos cenários informais até ao denso bosque.
    • Além do notável conjunto de árvores raras e monumentais, é de destacar a importante colecção de camélias belgas e italianas, de porte arbóreo, bem como os híbridos que foram criados na Quinta. A dedicação e carinho da Família Allen aos jardins levaram à criação dos Viveiros de Produção e Venda de Plantas Ornamentais, que disponibilizam muitas das espécies com que nos deparamos ao longo da visita.

     

    Quinta de Santo Inácio de Fiães

    • Os soberbos jardins e mata que hoje podemos admirar devem-se ao zelo de seis gerações da Família Van Zeller (hoje Van Zeller Guedes), remontando ao último quartel de setecentos. A descrição feita nessa época pelo Pe. Agostinho Rebello da Costa evidencia que o chamado jardim romântico se mantém essencialmente inalterado. Aqui podem ser admiradas grandes massas coloridas de azáleas e rododendros. A Quinta possui ainda uma das maiores colecções de camélias oitocentistas. Iniciada em 1808 por Francisco van Zeller (1774-1852), deu origem às variedades portuguesas de Fiães.
    • Imponentes pelo seu porte e raridade são os eucaliptos plantados por seu filho Roberto (1815-1868), bem como muitas das espécies que podemos encontrar na mata.
    • O novo jardim formal desenhado em 1997 por Patrick Bowe, com a colaboração de Roberto Guedes, procura recriar um jardim já desaparecido.

     

 

Ficheiros para Download:
  • Como chegar Download PDF 198 KB