Actividades do Mês
  • Percurso pedestre pelos moinhos de vento de Montedor

    (Viana do Castelo)

    Moinhos de Vento de Montedor

    Os Moinhos de Montedor, classificados como Imóveis de Interesse Público, são constituídos por uma estrutura circular em "torre", encimada por uma cobertura cónica que excede o diâmetro do edifício, formando um pequeno beiral. Como é usual nos moinhos de vento do Norte de Portugal, a adaptação do velame à direcção dos ventos faz-se através da rotação do tejadilho do moinho, que gira sobre o "corpo" do edifício, manejado através de uma comprida haste à qual se dá a designação de "rabo".

    Gravuras Rupestres de Carreço

    Concentra-se no Litoral Norte do Concelho, concretamente nas freguesias de Afife, Carreço e Areosa, aquele que é um dos maiores conjuntos de gravuras rupestres do Noroeste Peninsular. Distribuídas por mais de dez núcleos, dos quais se destacam os da Praia de Fornelos, Lage da Churra e Fraga da Bica, apresentam uma temática variadíssima, onde sobressaem os motivos zoomórficos e antropomórficos, bem como as espirais, os serpentiformes e as fossetes agrupadas.

    Pias Salineiras da Praia de Fornelos

    Habitado já desde a Pré-História, o Monte de Montedor sofreu, a partir da Idade do Ferro, uma intensa ocupação humana, amplamente comprovada no registo arqueológico. Poderão remontar a essa época o conjunto de salinas existentes na Praia de Fornelos, embora seja mais plausível que a sua cronologia corresponda já ao período da romanização, quando o sal começa a assumir-se como um produto de grande importância económica

    Farol de Montedor

    O Farol de Montedor foi construído sobre os restos de um povoado castrejo da Idade do Ferro, comprovado pelo aparecimento de vários vestígios de cerâmica, tégula e parte de um moinho manual de grandes dimensões. Foi construído em 1910, sendo a sua torre de secção quadrangular, com 22 metros de altura e encontra-se 37 metros acima do nível do mar. O seu aparelho iluminante de 3ª ordem tem luz branca com rotação, dando grupos de três clarões de 10 em 10 segundos, alcançando 26 milhas em tempo claro.

    Forte de Paçô

    Este interessante exemplar da arquitectura militar seiscentista, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 24 de Janeiro de 1967, foi construído para suster possíveis ataques espanhóis durante as guerras da Restauração (1640-1668). Fazia parte de uma linha defensiva estrategicamente colocada nas margens do rio Minho e ao longo da Costa Atlântica. Implantada em plena praia, a poucos metros do mar, que no Inverno chega a tocar as suas muralhas, esta fortaleza de Paçô, em conjugação de esforços com os vizinhos fortes do Cão (Âncora) e Vinha (Areosa) evitaria o desembarque de tropas inimigas, numa zona onde a costa se apresenta bastante permeável.

    A Gândara de Montedor

    A beleza cénica; a riqueza arqueológica e geológica; a importância deste habitat como refúgio da vida selvagem, em que se destaca a componente relativa à avifauna; para além das cerca de duas centenas de plantas, identificadas, maioritariamente espontâneas ou sub-espontâneas; demonstram a importância deste espaço natural do ponto de vista ambiental e da conservação da natureza. Este troço da costa vianense, integra o Domínio Público Hídrico, a Reserva Agrícola Nacional, a Reserva Ecológica Nacional, o biótopo C11100133 e o sítio da Rede Natura PTCON0017 (Litoral Norte), o que demonstra a valia e importância, da Gândara de Montedor no âmbito da protecção do ambiente e conservação da natureza nacional e europeia.

     

    Programa:

    • 10:00h Concentração junto ao Forte de Paçô
    • 10:15h Início do percurso pela gândara, junto ao litoral
    • 12:00h Visita aos moinhos de Montedor
    • 13:00h Piquenique
    • 14:30h Visita ao farol de Montedor
    • 15:30h Continuação do percurso
    • 17:00h Fim da actividade

 

Ficheiros para Download:
  • Como chegar... Download PDF 156 KB