Actividades do Mês
  • Vindimas no Minho

    (Arcos de Valdevez)

    As origens da casa

    Aguiã, Aguiam, Aguian e Aguião são, à partida, sucessivas versões duma mesma palavra. No português antigo Aguiam significava o lado norte e Aguião era o vento do norte, ou  a bandeira dum cavaleiro.

    Mas quando ela adquire um significado muito especial é sem dúvida em Arcos de Valdevez, onde simultaneamente é o nome de uma antiquíssima Quinta, de uma Família, uma Casa e uma Torre, mas também da Freguesia que, sendo o seu berço, ao longo da História com ela se vai identificar.

    Como, quando, donde e porquê surgiram estas designações são perguntas para as quais ainda não se encontrou uma resposta cabal.

    De um modo geral sabemos que o elemento mais antigo é a Quinta, que na Idade Média se denominava Quintã de Guei. Também a freguesia se chamava Guei. Pelas Inquirições do tempo d’El-Rey D. Dinis (1284 - 1290 - 1307) ficamos a conhecer as suas confrontações, bem como o nome dos seus proprietários: Duram Martins de Guei e Martim Perez Carneiro, e que este último fora Monteiro d’El-Rei D. Afonso III. Informam-nos ainda as Inquirições que estes “ filhos d’algo de Guei” possuíam outras propriedades em diferentes freguesias espalhadas pelo Vale do Vez.

    Em data, que permanece desconhecida, surge a Torre, símbolo das prerrogativas da linhagem dos proprietários. Mais tarde, à sua volta vão sendo construídas as habitações de sucessivos ramos de herdeiros, até que no século XVII, o ramo principal, após reunificar o grosso da primitiva propriedade, vai dar inicio ao Solar que as englobou e enobreceu.

    O vinho Aguião

    O Aguião é um vinho Tinto típico do concelho de Arcos de Valdevez, elaborado com base na casta Vinhão (a 100%, ou de mistura com Borraçal), segundo os processos seculares de curtimento em lagar de pedra e pisada tradicional.

    Sendo um vinho jovem revela uma côr vermelha intensa, retinto, com aroma à casta, reconhecendo-se a presença de aromas a compotas de frutos vermelhos bem maduros (amora e ameixa). Na boca revela-se um vinho encorpado, gordo, harmonioso e de sabor à casta extremamente agradável.

    Deve consumir-se jovem e servido a uma temperatura de 13-15ºC. Acompanha em perfeita harmonia os pratos tradicionais da região como seja lampreia, cozido à minhota, rojões e sarrabulho, entre outros.