Actividades do Mês
  • Civilização do Açucar

    (Pernambuco/Brasil)

    Programa:

    Primeiro dia: Aeroporto – Olinda 

    • Foi em Pernambuco que tudo começou, o cultivo da cana formou as raízes do povo. Por isso, a porta de entrada de nosso circuito a civilização do açúcar é o Aeroporto Internacional de Recife, mas nosso destino é Olinda.
    • Em Olinda cidade declarada patrimônio histórico e cultural da humanidade pela UNESCO, é possível respirar singularidades históricas e artísticas provenientes dos povos que nasceram nos canaviais.
    • Nosso destino escolhido para o descanso inicial é uma pousada de charme, como é toda Olinda. Pitoresca, e repleta de pequenos detalhes e mimos que resumem o bom gosto e o bem receber deste povo. 
    • Convidamos a todos para um encontro marcado com os proprietários da pousada, apreciadores da boa culinária e conhecedor das delicias gastronômicas e com historiadores locais que juntos nos introduziram ao mundo do açúcar em um bate papo informal, mas plenamente informativo que nos permitira sentir um pouco o cheiro da cana, mel e do melaço impregnado no ar.
    • Um jantar fugaz e trivial, mas repleto de tradição, dos sabores locais nos introduzirão em nossa viagem e nos prepararão para um dia de conhecimento, vivencia e experiências.

    Segundo dia: Olinda e Recife

    • Sairemos com o destino civilização do açúcar, mas, nos engenhos urbanos de Recife que nos dias atuais procuram contar o passado em uma lógica do presente.
    • A oficina de cerâmica Brennand, um dos grandes artistas plásticos do século XXI, já foi um engenho e sua moita foi reaproveitada para ser seu ateliê, por isso nosso primeiro destino do Recife Urbano com ares de ruralidade. 
    • Outros engenhos na região metropolitana e Mercados Típicos são destinos imperdíveis, alem dos tradicionais passeios que mostram múltiplas culturas e facetas como a formação de grupos dos cristãos-novos, retornados, e judeus vindos com os holandeses entre outros. 
    • Um almoço típico pernambucano com doces são momentos de brinde deste passeio O museu do homem do nordeste e retorno para conhecer Olinda finaliza nosso rico dia de experiencias.
    • Á noite, o costume regional. Pode comer um caldinho para abrir o apetite e se embebedar em lagosta com creme de coco e bolo de rolo de sobremesa. Esta pode ser uma opção de jantar ou também de “manjar dos deuses” em Olinda. Dos deuses do açúcar e do melado
    • Um passeio leve a pé visitando os muitos ateliês nas estreitas ladeiras e ruas da cidade alta com tranqüilidade e segurança nos permitira um bom descanso necessário para nosso próximo dia.

    Terceiro  dia: Olinda – Itambé ( Casa de Campo)

    • Saímos em direção da Zona de Mata, bioma ideal para a cultura canavieira, onde nasceu a civilização do ouro branco, é voltar as origens de um povo, com seu vasto legado, banhado pelo açúcar mascavo, rapadura, cachaça e álcool e todo um elenco de doces únicos regionais.
    • Nosso destino será o município de Itambé que fica localizado no extremo do Estado de Pernambuco fazendo divisa com a Paraíba, outro Estado, que a civilização do açúcar alcançou seu ápice. 
    • O caminho é repleto de belas paisagens entre o mar e a mata Nossa passagem por Igarassu uma vila a uns 30km, marca o início de nossa incursão pelo mundo do ouro branco. Começo especial, pois o primeiro porto natural de açúcar que deu o início a todo o complexo açucareiro do Brasil será o batismo de nossa identidade. Uma passagem rápida, mas intensa, nos permite vivenciar a atmosfera do açúcar, que reina até os dias actuais lembrando o passado das primeiras famílias tradicionais produtoras.  
    • Penetrando pelo interior, chegamos a Goiana, localidade onde o tempo não passou. Boa parte das casas do Centro mantêm a sua traça inicial, algumas desde o período colonial. Goiana é uma das principais localidades históricas de Pernambuco, além dos seus inúmeros monumentos históricos religiosos, de destacar o artesanato com a produção de peças feitas em cerâmica, que ilustram cangaceiros, santos e outros personagens que compõem o imaginário nordestino. 
    • Nossa paragem prevista é o típico Restaurante Buraco da Gia, mais de 50 anos de tradição, a procura de temperos, sabores e textura da culinária  oferecida no guaiamum um tipo de caranguejo e com um aperitivo único, um inusitado show de crustáceos gigantes adestrados que fazem firulas inusitadas para nós visitantes.
    • Um passeio a pé pelo centro da cidade nos introduz ao universo dos engenhos e das famílias de açúcar, que vivenciaremos in loco nos engenhos regionais, um belo conjunto arquitetônico do século XVII formado por casa grande, capela e senzala.
    • Neste a sétima geração da família nos brinda com um engenho secular de inestimável valor histórico e cultural, além de poder vivenciar um pouco a riqueza cultural da cultura das danças populares pernambucanas.
    • Nosso destino final deste dia de imersão ao mundo da civilização do açúcar será Itambé, em terras do Engenho Angico, mais de 300 anos de história, onde fica situada a fazenda de lazer, nosso pouso. Fazenda em plena atividade produtiva, com plantações de cana de açúcar mandioca, além de pecuária e aves de capoeira.
    • O carinho, a alegria dos proprietários são sem dúvida o ponto forte de nossa hospedagem.  A hospitalidade nos permite sentir como que um voltar ao passado, quando os viajantes eram tratados como reis pelas tradicionais famílias produtoras de açúcar, pois estes eram aqueles que vinha comprar, comercializar e levar seu ouro branco para o mundo. Por isso eram bem atendidos, com todas as riquezas, e prestezas das tradicionais famílias de origem portuguesa e holandesa, colonizadores destas sesmarias. 
    • O jantar começa com a degustação de uma cachaça artesanal para abrir o apetite para o delicioso almoço da rica culinária local, carneiro assado, carne de boi e frango acompanhado de feijão verde, farofa de mandioca, saladas diversas, Os doces de melancia, de jaca, de banana são irresistíveis.

    Quarto Dia:  Itambé – Areias e Alagoa Grande e Itambé 

    • Um sono revitalizante é imprescindível para apreciarmos todos os momentos desta imersão ao nosso universo rural.
    • O acordar em terras de Pernambuco, é sentir o cheiro do café, da fazenda coado na hora, o queijo coalho com mel na chapa o ovo mexido e muito mais apresentado em uma mesa imensa decorada, pela proprietária com flores e frutos da estação.
    • Esta nos recebe seus visitantes, como amigos com um sorriso de bom dia e pronta para explicar todos os detalhes e minúcias da quituteria típica servida pela manha.  Certamente o pressagio para o novo dia que vamos ter nosso segundo dia no mundo do açúcar, no interior do nordeste deste grande Brasil.
    • Vamos em direcção á civilização do açúcar, no estado da Paraíba, que está presente na forma de ser, de viver e produzir do paraibano.
    • O caminho é extremamente rural, vales muito verdes, pequenas vilas e um ceu a perder de vista nos acompanham em todo nosso trajeto. Neste, a ruralidade está marcada em cada curva de nossa estrada de interior, quando sempre podemos encontrar vacas e bezerros pastando ao longo da estrada.
    • A chegada a um dos principais engenhos de Alagoa Grande é uma surpresa, pois a sua terra fértil logo deu frutos da cana. Assim veio o açúcar o mel e a rapadura que se cristalizou por gerações nos engenhos bangüê que permeiam a cultura canavieira por quatro séculos até serem substituídos pelas fábricas.
    • Uma verdadeira aula ao vivo sobre a historia do Brasil, uma aula interativa e agradável que deixará a sensação de voltar ao tempo, quando no século dezenove em maquinaria simplória, mas com perfeito clima e terra roxa para a plantação, as atividades tiveram seu inicio.
    • Hoje, a sexta geração que investiu na qualidade e por isso produz como diz o dito popular “uma cachaça mais badalada que beira de chocalho”  e mais fina bebida, 4 anos envelhecida só em barril de carvalho, abriu para visitação a toda a sua produção e a degustação de uma das melhores cachaças do Brasil.
    • Este tira gosto nos leva ao restaurante na antiga casa de farinha do engenho, que nos oferece almoço especial com o sabor da comida nordestina com suas especialidades galinha de capoeira, carne de sol e a famosa costelinha de cabrito na cachaça como especialidade.
    • Depois de um fausto almoço nosso caminho de volta tem uma paragem em Areias, outro município da civilização do açúcar dos tempos áureos da produção, para finalmente chegarmos a Itambé, o nosso local de descanso.
    • Pequenos mimos como massagem, esfoliação de açúcar com melado e outros produtos de cana de açúcar são oferecidos para brindar este descanso que finaliza com um jantar regado a um forró pé de serra.
    • Onde a sanfona chora, toca triângulo e acorda zabumba, que fáz a poeira levantar graças ao forrozeiro, com sua grande estrela a  sanfona de oito baixos que passa de tradição de pai para filho também chamada de sanfona pé de bode. Até o sol raiar...

    Quinto Dia: Itambé –  Litoral

    • Vamos embora de Itambé e deixamos para trás também a Paraíba. Vamos penetrar na zona mais rural de nosso roteiro, em direcção a Mata Sul e ao Litoral Sul, uma nova fase da Civilização do Açúcar, agora na direção de Alagoas o terceiro estado, outra capitania hereditária do passado que fechou o triangulo de produção da historia do açúcar no nordeste do Brasil.
    • Continuamos em direcção a Vicência que tem a tradição do bem receber desde a época de tropeiros, quando Dona Vicência Barbosa de Melo, lendária mulher nordestina, que viveu no século XVII, abria seu rancho para descanso, troca de mercadoria e ponto de encontro.
    • O município abriga um conjunto de 51 propriedades actualmente denominadas “Engenho de Fogo Morto” porque não moem mais. Vamos em direcção a um dos mais antigos e imponente da região,  que  possui um belíssimo conjunto arquitectónico formado pela Casa Grande, assobradada é a única remanescente do século XVII em Pernambuco, Capela e Moita.
    • Mas como estamos no interior do Brasil, com estradas pequenas e caminhos tortuosos merecemos fazer uma paragem no Engenho Água Doce, cachaçaria Artesanal, onde se conhece a história da cana de açúcar até a produção da rapadura, mel, e açúcar mascavo chegando á degustação da famosa cachaça Pernambucana, para abrir o apetite.
    • A chegada ao nosso próximo ponto de paragem, localizado no município de Nazaré da Mata, no acesso ao município de Buenos Aires indica-nos que penetrámos ainda mais no interior profundo.
    • Entre mesas fidalgas e tabuleiros, encontra-se a culinária que evidencia a civilização do açúcar. Um banquete de pamonha canjica, munguza, coalhada, iogurte caseiros, queijo de coalho e manteiga paes e biscoitos, tapioca, beiju,  amanteigado artesanal, café bem passado bolos de mandioca barra branca, bolo de rolo mandioca e carne seca, galinha caipira guisada e claro uma cachaça de alambique.
    • Mas estamos em Nazaré da Mata, terra do Maracatu Rural, ou também conhecido como Maracatu do Baque Solto, danças e festejos que contam a saga dos plantadores de cana-de-açúcar. Por isso, enquanto almoçamos, poderemos conhecer as danças e contos dos enigmáticos caboclos-de-lança, que fazem a festa e balançam seus chocalhos pelas ruas, exibibindo as suas cabeleiras multicoloridas de um Brasil único.
    • Saímos deste lugar, com uma mensagem deixada pelos nossos anfitriões  “Que nesta pousada você se sinta confortável e feliz. Este encontro foi preparado com muito carinho. Aproveite cada momento, cada oportunidade e mergulhe fundo. Atreva-se a ser diferente”
    • Nestes dias que passaram uma gastronomia genuína, de múltiplos sabores, foi-nos acompanhando, mostrando que esta é uma das facetas de nossa civilização do açúcar. Razão porque não podemos deixar de visitar o Engenho Morenos, berço do bolo de rolo e ponto de passagem no nosso trajecto.
    • Agora, nosso destino é Litoral Sul, na praia de Tamandaré, passando por Cabo de Santo Agostinho e Porto de Galinhas. 

    Sexto  Dia:  Litoral Sul

    • Para finalizar esta jornada nada como andar na praia e conhecer a areia branca, um mar transparente e muito coqueiro, um convite para o descanso merecido após este mergulho ao mundo rural da civilização do açúcar.

    Sétimo Dia:  Dia  Litoral Sul

    • Só nos resta voltar á capital, com destino ao aeroporto de Recife. Uma proposta de levar na bagagem toda e informação e experiência vividas por poucos, de conhecer um Brasil diferente. Nossa próxima paragem poderia ser na Holanda, e lá fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu após o rico ouro branco embarcar nos portos e chegar ao velho continente gerando uma riqueza inigualável.